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Quando as Luzes do Circo se Apagam...

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Quando as Luzes do Circo se Apagam...

A visão “deficiente”, que não enxerga a DEUS como ele é, faz com que os homens criem para si religiões em nome do ETERNO, a fim de o servirem com suas próprias mãos. Quando isso acontece, o ABSOLUTO é reduzido à semelhança de homem, e o homem é exaltado ao lugar de DEUS.

Por isso, os templos estão cheios de deuses; e, lá num cantinho, há sempre um altarzinho, em cuja lápide se lê: ao deus desconhecido.

Lamentável... A Vida se tornou apenas um ser desconhecido no meio de muitos deuses.

Eles não conhecem o Verdadeiro.

O Altíssimo não habita em santuários feitos por mãos humanas, já dizia o profeta, nem é servido por mãos de homens. Entretanto, os cegos fizeram do EU SOU um totem e agora o têm por objeto de sua satisfação.

Dia após dia, pseudo-adoradores se alimentam dos serviços que lhe prestam no altar. Ritos, métodos, orações, procedimentos, batismos, dízimos, jejuns, véus, sábados, lava-pés... tudo isso os alimentam e os tornam “poderosos”, embora precisem reabastecer continuamente suas cisternas, rotas, com as águas do poço de Jacó.

Não se atentam para o fato de que o abismo interior não pode ser preenchido pelo nada. Não sabem que somente o TUDO pode plenificá-lo. E, para que não se apercebam disso, distraem-se com os inacabáveis mantras, com as mãos levantadas, com choros, grunhidos, danças, teatros, luzes, e com as coreografias dos arlequins, fantasiados...

Entretanto, quando as luzes do circo se apagam; quando as emoções se esvaem; quando se deparam com o vazio existencial; quando a fascinação do ilusionista desaparece; então, se dão conta de que não sabem servir ao Eterno, de que não sabem orar, de que não sabem caminhar. E, desprovidos dos encantos do pelotiqueiro, sentem-se inativos... frios...

De repente, lembrando-se seu do passado, dizem para si mesmos: “Ah, como era bom aquele tempo em que comíamos cebolas, alhos, carnes e pepinos. Agora, porém, o que temos? Apenas maná... somente este pão vil”.

Se pudessem voltar, voltariam. Ficam prostrados no deserto.

Mas a fagulha da verdade insiste em arder no coração. Um dia ela há de se tornar uma chama viva. Mas, enquanto isso...

Alexandre Rodrigues

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