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As Obras de Deus são Perfeitas e Refletem a Sua Perfeita Natureza

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As Obras de Deus são Perfeitas e Refletem a Sua Perfeita Natureza

Quando olhamos para as produções humanas, sejam carros, móveis, televisores, arquiteturas, assim como para quaisquer obras humanas, e as comparamos com as mais modernas, vemos como os homens são passíveis de aperfeiçoamento, e suas criações, suscetíveis de aprimoramento. E, a despeito de quanto se aperfeiçoem os homens ou aperfeiçoem suas excogitações, sempre haverá o que ser melhorado. Aquilo que, no passado, fora cobiçado, em razão de sua beleza e utilidade, hoje se tornou obsoleto. O que hoje é para nós extraordinário, amanhã cairá em desuso e tornar-se-á antiquado e arcaico. Além do mais, as invenções e construções humanas perecem com o tempo, se tornam inúteis e vem a desaparecer. As obras refletem o seu criador.

Esse pensamento me veio à mente quando um amigo postou uma foto de um entardecer – tão lindo e tão vivo! –, que me fez refletir acerca das maravilhas da criação do Eterno.

Já observaste as obras das mãos de Deus? Desde os grandes sistemas planetários até o micro-organismo, em tudo se vê refletida a vida de Deus. Tudo é tão belo, tão perfeito, tão maravilhoso! E, embora existam a milhares de anos, nada se estraga. Se “morre”, logo nasce outro em seu lugar, tão tenro como foi o primeiro.

O Cosmo é um organismo vivo, que não precisa de motor, nem de óleo, nem de qualquer tração artificial que o mova. E, mesmo assim, continuamente, desde bilhões de anos, mantém rigorosamente os seus incansáveis movimentos, pois a Palavra de Deus o sustenta. Em cada uma de suas partículas, em cada átomo, em cada célula, pulsa a Vida do Logos eterno, num ciclo interminável de criação e recriação. Nada envelhece, pois o “morrer”, na criação de Deus, não é morrer, mas o transformar-se de uma existência em outra.

Nada na criação divina se torna antiquado, ou obsoleto, ou ultrapassado, ou desatualizado, ou arcaico. Nada precisa de aperfeiçoamento, pois aquele que a tudo criou é perfeito. Olha as plumas de uma ave, a simetria das escamas de um peixe, a singeleza das flores, os olhos de uma serpente. Repara no brilho do Sol, no “arrebatamento” do arrebol, na ternura da Lua, no refulgir das estrelas. Atenta para os rios, que não se cansam de correr, para a chuva, que banha a terra, para a imponência dos penhascos, que nos diminui, para o mistério dos mares, que nos maravilha. Observa a biodiversidade, cada uma das espécies – seja ela mineral, vegetal, animal ou hominal – todos com a sua beleza própria, com suas idiossincrasias, com suas peculiaridades. O que há de ser aperfeiçoado em tudo isso? O que há de caduco? O que precisa de reparo? Nada, absolutamente. Tudo é tão moderno como o foi na Antiguidade.

A criação revela a majestade de Deus. Não é sem razão que as Escrituras afirmam que “os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas”.

Como não amar a Vida!? Como duvidar d’Aquele que é e que tão carinhosamente pensou cada detalhe, cada sabor, cada cor, cada som, cada sensação!? Como não adorar Aquele que, não somente nos criou, mas que se deu a nós para ser a nossa vida, e não hesitou em derramar a sua vida na morte, a fim de vivermos para ele!?

Oração:

Ó, Amor! Ó Venerável! Ó Compassivo! Ensina-me os teus caminhos e dá-me a conhecer a Vida, para que meu coração não ame a vaidade; para que os meus olhos não se enganem com o que é aparente; para que minhas mãos não se cansem de fazer o bem; para minha boca nunca deixe de te louvar; para que meus ouvidos não deem crédito à mentira; para que meus pés não caminhem para o Mal. Ensina-me a descansar em ti, a amar a tua Palavra, a deleitar-me na tua vontade. Faz-me contemplar-te em todas as obras de tuas mãos, até que, em amor, eu possa te servir, servindo ao meu próximo.

Quão maravilhoso é o teu nome! Quão maravilhosas são as tuas obras!  

Alexandre Rodrigues

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